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Depressão envelhece seu cérebro

  • 1 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura

Um novo estudo aponta que pessoas com depressão desenvolvem problemas relacionados à memória mais cedo que o normal

Depressão é uma doença complicada. Além de aumentar as chances de suicídio, a condição (que pode ser categorizada em até cinco tipos) ainda potencializa as chances de você ter problemas cardíacos e diabetes. Pesa até no nosso bolso: um estudo da Organização Mundial da Saúde já estimou que os trabalhadores mundo afora gerariam US$ 1 trilhão a mais caso estivessem se tratando contra a doença. Nosso combo samba, futebol e caipirinha está longe de ser o antídoto para o transtorno, já que o Brasil é o pais mais depressivo da América Latina.

Agora, um novo estudo está somando mais um ponto negativo na ficha criminal da doença: além de tudo que já sabemos, a depressão ainda envelhece o seu cérebro.

A conclusão surgiu após um estudo de psicólogos da Universidade de Sussex, no Reino Unido. Os pesquisadores analisaram 34 pesquisas já publicadas sobre o distúrbio. Todas elas comparavam pacientes com depressão ou ansiedade clínica com a queda cognitiva ao longo dos anos. Somados, os estudos analisavam 71 mil pessoas e apontavam para um resultado: pessoas com depressão tendem a ter mais cedo problemas relacionados a perda de memória, tomada de decisões e processamento de informação.

Mais importante que os resultados do estudo, no entanto, são as ressalvas: isso não significa que você, que tem ou teve depressão, terá seu cérebro prejudicado. Significa que tem que procurar tratamento o mais rápido possível. “Pacientes com depressão não devem se desesperar — isso não é um futuro inevitável. Tomar medidas preventivas, como fazer exercícios, meditar, passar pelos tratamentos terapêuticos recomendados, têm se mostrado útil em combater esses diagnósticos”,

 
 
 

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